Foto Felix Richter - Série Heaven
Minha nona era uma mulher forte
Tivera uma vida difícil
De trabalho árduo
Saíra do sítio e fora para a cidade
Não conseguira estudar
Seu sonho era ter sido professora
Mas tornou-se uma mulher casada
Mãe de sete filhos
Dona de uma pensão em pequena cidade do interior
Não era de muito sorrir
Pode-se dizer que era uma mulher amarga
Mas fazia doces deliciosos
Goiabadas, geléias, compotas
Minha nona sabia fazer doces como ninguém
Daqueles que ficavam horas no tacho do fogão de lenha
E as refeições que ela fazia então
O trivial com bife e salada
Com toda aquela fumaça cheirosa a sair da frigideira
De trabalho árduo
Saíra do sítio e fora para a cidade
Não conseguira estudar
Seu sonho era ter sido professora
Mas tornou-se uma mulher casada
Mãe de sete filhos
Dona de uma pensão em pequena cidade do interior
Não era de muito sorrir
Pode-se dizer que era uma mulher amarga
Mas fazia doces deliciosos
Goiabadas, geléias, compotas
Minha nona sabia fazer doces como ninguém
Daqueles que ficavam horas no tacho do fogão de lenha
E as refeições que ela fazia então
O trivial com bife e salada
Com toda aquela fumaça cheirosa a sair da frigideira
O arroz soltinho e graúdo
O caldo grosso do feijão
Como nunca mais comerei
E todos nós ainda crianças a esperar ao redor da mesa posta
O caldo grosso do feijão
Como nunca mais comerei
E todos nós ainda crianças a esperar ao redor da mesa posta
Até bife de fígado ou ovo frito tinham um sabor sem igual
Como nunca mais provei
Ela realmente sabia nos agradar pelo estômago
Como ninguém jamais algum dia
Irá saber
Minha nona querida
Nome de mulher com nome de flor
Carrego o mesmo nome Maria
Minha xará Maria Rosa como ela sempre me dizia
Além do nome como herança carrego a recordação
Como nunca mais provei
Ela realmente sabia nos agradar pelo estômago
Como ninguém jamais algum dia
Irá saber
Minha nona querida
Nome de mulher com nome de flor
Carrego o mesmo nome Maria
Minha xará Maria Rosa como ela sempre me dizia
Além do nome como herança carrego a recordação
Dos quitutes, crústeles e roscas
Que reuniam toda a família na cozinha
E a gente nem idéia tinha do conforto que ela sentia
Que reuniam toda a família na cozinha
E a gente nem idéia tinha do conforto que ela sentia
No fundo de seu coração.



6 comentários:
Maria Rosa que lindos os seus poemas ,mas claro vindos de você,e sendo filha de quem é ,so poderia ser assim você é linda LOLÓ eu te amo .sou uma tia muito coruja sua tia MINA.
Má, inspirado e inspirador...!!!
Noossa, parece que estou vendo a mesa posta, sentindo o cheiro da comida, lembro da salada de batata. E do prato de pavão.(Hehehe)
Mas o mais impressionate é lembrar da voz da Nona quando dizia que você era a Xará dela...Você olhava para ela com meiguice e humildade, apesar de estar super orgulhosa. Lembro muito bem disso.
E vou confessar um pecado antigo: eu sentia ciúmes de você com a nona. Achavaque por ser você a Xará dela, você era mais especial que eu, muito mais, e que ela com certeza gostava muito mais de você do que de mim. Olha as "neura",Má!
Má, os comentários anteriores parecem ter isso enviados pelo Augusto porque ele tem senha, tal...Vou tentar a minha agora. É só um teste.
Não deu certo. hehehe
Má, eu tentei colocar o prato de pavão na estória, mas ficou meio complicado... Rs... Com certeza é uma lembrança marcante! Agora, dessa sua neura eu não sabia... Hehehe!
Não queria me meter em assunto de família, mas é que o aroma da comida estava muito bom!...
Essas descrições suas me atingem no peito, menina; nas narinas e nos ouvidos. Se não tive avó, tive tia com tacho de milho verde na chapa quente - chuva lá fora. Se não tive mãe na cozinha, tenho a lembrança daquelas antigas pensões onde crepitava o fogão à lenha e o cheiro do bife dominava tudo:
"-- Pelo menos mastiga a carne, menino! O sanguinho faz bem!..."
Siga sendo, Rosa. Rara.
Abs.
RA
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