domingo, 28 de setembro de 2008

Um Cara de Verdade

Vamos tomar uma qualquer hora?
Sim! Não! Talvez! Nunca! Sempre! Amanhã! Demorou...
Nada de resposta... Tudo bem, já entendi, é: jamais!!!
Preciso parar de tentar exercer um controle sobre o incontrolável. Eu tento controlar o meu objeto de desejo (por assim dizer, numa linguagem Freudiana), que só existe na minha cabeça, ao tentar me comunicar, chamar a atenção. Explico melhor: Com esse 'objeto' (no sentido de objeto de amor, não de coisa) a que me refiro, o que acontece? Parte psicótica da personalidade? Transtorno de personalidade? Neurose? Estava tudo bem, maior tesão... De repente, uma quebra do vínculo, se é que existiu algum. Desconfio de que era falso. O vínculo, o self, tudo falso. Patologia do vazio, do falso self, ele sumiu porque não conseguia sustentar mais aquela imagem que me apresentou. E eu idealizei sobre a imagem que ele me mostrou (vejam quanta imaginação...) e apeguei-me ao falso! Ao que não existe! Vinculei-me a um fantasma, a um amigo imaginário... Ai de mim! Posso me realizar com pessoas reais, não é mesmo? E que gostem do que eu gosto. E que gostem de mim! Só está um pouco difícil encontrá-las... Eu admito que tenho uma imaginação fértil demais, fantasio demais, quase psicotizo... Mas a realidade sempre acaba se fazendo presente e eu me frustro! Ser capaz de frustar-se, pelo menos, é um indício de saúde mental... Enquanto isso, vou convivendo comigo mesma. Não é fácil enfrentar a solidão. Mas não é insuportável. Minha companhia é agradável, eu gosto muito de mim, me acho uma garota incrível. E quando tenho de me tolerar até que me saio muito bem! E o que é mais louvável, sem recorrer a 'paraísos artificiais'. Um vinhozinho ou um chopinho de vez em quando também não hão de matar ninguém, não é mesmo? Hoje fui ver o cover da Janis comigo mesma. Foi bacana! Mas depois me senti só... Queria compartilhar... Senti falta daquele amigo imaginário que eu criei... Na realidade, gostaria de encontrar um cara de verdade!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Dar um Mergulho



ESTAVA FALTANDO UM MAR AQUI !!!

Bonito, vamos mergulhar um dia? Quem sabe você aceita... É uma questão de gostooo...so!!!


Música para os Olhos

Ouça a voz do coração



sábado, 20 de setembro de 2008

Peace and Love



Faça amor, não faça guerra. Esse é o lema do filme "Zohan: um agente bom de corte". Pode-se dizer que o filme é uma metáfora jocosa e satírica dessa frase. A eterna luta entre Palestinos e Israelenses é retratada no filme, e, como sempre, os Estados Unidos, ou melhor, Nova York, é mostrada como um território neutro, onde todos os povos podem conviver pacificamente. E é interessante pensar como o idealizador do filme construiu a história. Parece-me que a idéia foi imaginar o que um soldado ou um terrorista faria da vida se não houvesse a guerra, a discórdia? Mostram o Zorran, um soldado israelense, como um cara esbanjando energia sexual e agressiva - tanto que o ator Adam Sandler está bombado como nunca... - atuando de modo a combater seus inimigos, em especial seu arquirrival, Fanton. E aí vem a parte fantasiosa, ele se cansa disso e que ser cabeleireiro. Ele quer curtir a vida e fazer algo construtivo, útil. E aí ele vai pra "terra prometida": EUA, e lá consegue canalizar toda a sua energia sexual, fazendo o que? Nada mais "filantrópico" do que satisfazer sexualmente as velhinhas que vão ao salão de beleza onde ele passa a ser cabeleireiro. Pois está aí a resposta criativa do autor desse roteiro, imaginar que a sexualidade pode ser uma saída construtiva contra a guerra. No final, é claro que não só o sexo, mas essencialmente o amor pode salvar o homem da guerra, com a união do casal, ele israelense e ela palestina - como sempre, a repetição da união dos inimigos através da relação amorosa. Mas não é só isso, aparece também a questão de Zohan ter de dar a outra face, não reagir às agressões do outro, para a luta não continuar (lembram-se de Gandhi? Jesus Cristo...). E enfim, Fanton e Zohan se unem para combater uma terceira categoria, qual seja, a do terrorista a serviço do capitalismo desenfreado. Realmente, o filme é apelativo na conotação sexual, o que acaba marcando-o definitivamente e o torna engraçado, bizarro, absurdo e debochado... Mas fica aí uma maneira diferente de abordar questões tão dificeis, sofridas e dolorosas como guerra, terrorismo e sexualidade. É preciso rir das desgraças, mesmo que seja constatando a nossa fixação na supervalorização da imagem corporal jovem e a nossa submissão a uma forma de sexualidade maníaca e perversa. Se não for possível fazer amor, como pregavam Lennon e Yoko, façamos sexo, mas não guerra!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Hellboy e Câncer

















O filme Hellboy, engraçado... Há uma cena em que um monstrengo, carregando um bebê monstrengo, é ameaçado pelo Hellboy (o supererói) a contar um segredo: - Você vai me contar ou não? - e ameaça o monstrengo com seu potente soco. O mostrengo, com seu bebezinho monstrengo (diga-se de passagem...) cede e conta o segredo. Helboy se desculpa com o bebê, pela ameaça: - I'm sorry baby. E o bebê monstrengo responde: - I'm not a baby, I'm a tumour! - (Hihihih!) Ele diz que é um tumor e a cena mostra o "bebê tumor" colado ao tórax do monstrengo. Essa cena, além de bizarra e engraçada... fez-me pensar sobre as células tumorais. A cena mostra o tumor inteligente e a convivência "pacífica" entre o ser e o tumor. E me fez lembrar de uma passagem de um texto de Freud em que ele fala sobre células germinativas e a reserva de libido dessas células, responsáveis pela vida, em contrapartida às células malignas, que destróem o organismo mas que também são libidinizadas, ou seja, são narcísicas! Dessa pequena cena do filme, resumida na frase: - I'm not a baby, I'm a tumour - pude extrair o aspecto humorístico e ao mesmo tempo, refletir sobre a doença, a convivência de uma pessoa com o próprio tumor, a vida sendo possível, mesmo com a presença de um câncer... enfim... Vieram à minha mente imagens sobre a doença, a vida e a morte... E o melhor de tudo, eu ri muito!!!


LUA CHEIA


Medo. Quantas vezes eu já disse pra você que eu tenho? Tá! Nenhuma... Eu sei que eu não disse... Mas eu temo... Eu morro de medo... Eu tenho medo de sofrer. Eu mostro isso muitas vezes sem ninguém perceber. Eu tento esconder. Eu subo e desço, me viro do avesso, a me convencer. Hoje a Lua é cheia e parece que eu não estou inteira. Porque falta uma parte sem você...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

AOS DEZESSEIS

Nunca fui nunca serei

Se hoje faço

Amanhã não sei

Ontem fiz

Agora já desfiz

Se sou feliz

É só por um triz.


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Narcisismo

Outro dia eu descobri que a gente não se permite conhecer as pessoas por medo de se envolver. Hoje em dia não se pode esperar nada de ninguém. As pessoas se usam, se consomem, são descartáveis. E a gente se fecha cada vez mais, cada um no seu próprio mundinho. E nesse círculo vicioso do medo do encontro com o outro e do fechar-se em si mesmo, a maioria das pessoas só tenta gostar, se é que isso significar gostar... de si mesma. Querem o outro, precisam do outro, para se auto-afirmarem, mas não se preocupam com o outro. E quando o orgulho é ferido? A pessoa acha-se no direito de procurar o outro, no próprio local de trabalho, agindo de uma forma narcísica: olha como eu sou bom! Eu sou o máximo! Olha só o que você perdeu! Você vai se arrepender de ter feito o que fez comigo. Eu sou o super-man da honestidade e integridade... E no bilhete ele dizia: Você sumiu por causa de R$ 2,00? Estão aqui seus dois reais... Eu, por minha vez, achei tal atitude de uma dignidade e de um virtuosismo tão indescritível que estou pensando seriamente em enquadrar o bilhete que ele escreveu e a nota de 2 pra pendurar na parede... Para ficar de recordação do cara incrível que ele é... Um puta narcisista, isso é o que ele é... Só se preocupa consigo mesmo... E me desculpem se não me faço entender, mas talvez agora me faça, eu não tenho de dar satisfação pra ninguém de como eu ajo!!! Muito menos pra alguém que eu nem conheço!!! Principalmente se a pessoa nem me pergunta... E se eu sumi sem dizer nada, depois de ter-lhe emprestado os benditos dois reais, e daí? Cinderela também sumiu e o príncipe nunca iria recriminá-la por isso... E lhufas e bulhufas se ele não gostou! Se os amigos tiraram sarro... Azar! O beijo foi bom... E a estória poderia ter sido ótima se tivesse parado por aí...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Angústia

Só almejamos a liberdade a partir do momento em que nos sentimos presos. Mas a que nos sentimos presos? O homem é condenado a ser livre, diz Sartre. Livre para fazer escolhas. Olha que bonito isso! A liberdade como castigo, prisão. Então desejamos o que nos prende? Não! Pois não escolhemos a liberdade, já que ela é própria da nossa natureza humana. Não temos escolha quanto a isso. E nesse sentido, ser livre é uma prisão, pois nos obriga a escolher, assim como o animal está preso aos seus instintos. Mas escolhemos o que nos é dado escolher? Ou vivemos pensando não termos escolha? E quando escolhemos, sabemos que estamos escolhendo? E quando sabemos que estamos escolhendo, a escolha é realmente nossa? Quando afirmamos o desejo da liberdade, talvez estejamos querendo, na verdade, nos livrar da angústia da escolha. Afinal, ser livre significa livrar-se de quê? Fala agora!


domingo, 7 de setembro de 2008

Liberdade


PEDRERA (Drumond na Cabeça)

Pedras Pedreira
Choveu pedra em Pederneiras
Pedras Pedreira
Choveu pedra em Pederneiras
Pedras Pedreira!
Nunca mais me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca mais me esquecerei das
Pedras Pedreira
Choveu pedra em Pederneiras
Pedras Pedreira
Perdido na pedra em Pederneiras
Pedras Pedreira!
Nunca mais me esquecerei
Da minha rotina tão fatigada
Nunca mais me esquecerei
Dessa vida desgraçada!
Pedras Pedreira
Choveu Pedra em Pederneiras
Pedras! Pedreira!
Louco de pedra em Pederneiras
Pedra! Pedrera!
Chove Pedra em Pedernera!
Pedra Pedrera!
Pedernera!

sábado, 6 de setembro de 2008

Bauruzinho


Cidade de Bauru. Querem torná-la Bauruzinho. Tudo bem, o bauru é um lanche, tem a estória do sanduíche bauru, o verdadeiro bauru. Até aí tudo bem... Aí os empresários se reuniram - "money, money, money" e financiaram um "monumento público" ao sanduíche! Olha que iniciativa louvável! O tal Bauruzinho. Bauru na língua indígina significa "cesto de frutos", mas isso não importa! Vamos transformar Bauru numa cidade mundialmente conhecida pelo lanche! E para isso, nada melhor do que termos um monumento do lanche na cidade! Um obelisco, uma homenagem ao lanche, a uma COISA. Geralmente vemos nas praças das cidades, homenagens a pessoas, a seus feitos, por exemplo: Jaú tem o Comandante João Ribeiro de Barros e o Hidro-Avião. Tudo bem fazer 'marketing' da cidade de Bauru por meio do lanche, mas daí fazer com que o lanche se torne patrimônio público... Aquele obelisco ficou mil vezes melhor na sala da república!!! Porque é muito feio!!! Não é possivel chamarmos aquilo de monumento, de patrimônio, é rizível! É feio demais... Desculpem-me se estou sendo contrária a maioria das opiniões correntes sobre o assunto, mas é a minha opinião... E agora vão recolocar o tal bauruzinho no dia da cidadania contra o vandalismo. Os rapazes realmente fizeram algo que eles sabiam que estava errado... Mas como eles não são bauruenses, talvez eles ignorassem que aquilo ali era um símbolo de Bauru, talvez tivessem confundido com alguma propaganda do MC Donalds que fica logo ali, bem em frente ao Vitória Régia... "Ai que saudade do trem, ai que saudade da Eni" (frase consagrada pelo grupo não bauruense, Mercado de Peixe) ai que saudade da Bauru do Carlinho Bauruzão... Bons tempos... Ao menos, era Bauruzão! Não Bauruzinho...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

SUPERFÍCIE

A superfície das coisas
Está presa
À profundidade dos seres.
Observe aquele pássaro:
Ele voa.
Porque em seu íntimo existe
A capacidade de voar...
Da mesma forma
A profundidade dos homens,
Percebemos, nas atitudes mais superficiais.
São nas pequenas coisas
Que notamos o que existe
No interior dos corações...
Os pequenos atos nos dizem
Muito mais
Do que mil promessas.
E a ausência nos revela
Muito mais do que a presença.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Punk Rock

Show no Sesc. Banda Gork. Os caras se auto-denominam punks. Beleza. Até aí tudo bem. Primeira música, em inglês, ou talvez numa língua que eles tenham criado. Somzera... Som de metal, a guitarra... A batera não só marcava o ritmo, mas tinha seu espaço solo reservado, marcante. O cara do baixo era excelente... Não que o Abujamha (é assim que se escreve?) guitarrista e vocalista, não seja bom... Mas o do baixo parece que é bem melhor do que ele. Eu não entendo nada de música, eu sinto música. Eu amo rock. O conjunto dos três é muito bom, punk rock de primeira, no começo. Muita criatividade. Muito divertido. Influências de Ramones, Sex Pistols, The Libertines... (que eu descobri recentemente). Rockabilly influence... Chuck Berry... No jornal denominaram inclusive influência country. Fiquei me perguntando onde estava a bendita influência country e a resposta veio quando eles tocaram Chico Mineiro. Ficou um rock lindo!!! Mas não sei se eles podem ser denominados punks... Também não é essa minha intenção discutir isso, pois eu precisaria pesquisar melhor o que é punk. Eu gosto de rock. Eu tenho noção de punk que os acordes da guitarra são mais repetitivos, o som é mais sujo, não é tão melódico, as letras geralmente têm uma frase marcante, que também se repete diversas vezes, o vocalista é sentimental e por vezes grita. A batera é forte. Realmente é o que predomina em algumas canções da banda... Na verdade eles tocam mais uma mistureira de tendências do que uma coisa só. As frases que me marcaram também valem a pena: "se eu fosse ela eu daria pra mim ", "a única coisa real é o amor" e "Tomorrow Tecnic". Mas o que foi mais punk de tudo foi a briga de egos entre o baixista e o guitarrista no palco, que ficou um tanto quanto evidente para um observador mais atento... Em um dado momento, o baixista criticou verbalmente o que o guitar man afirmou e depois apontou notoriamente (por gestos) algumas falhas dele, que talvez acabaram funcionando como um reforçador do estrelismo do guitar... E eu fico pensando, talvez seja um marketing da banda... Enfim... tocaram bem, 'bunitinho', belos rapazes da classe alta da nossa sociedade que gostam de ficar brincando de ser punk, tendo a mídia do lado deles para divulgar os shows. Foi bem legal, bacana, bem ensaiadinho, empolgante, apesar de eles dizerem que não ensaiam, dos erros do Abujamha e dos chiliques do baixista.


terça-feira, 2 de setembro de 2008

Copo d'água

Ela pediu um copo de água. Foi tudo. Estava com sede. Ele olhou deconfiado: Você está com sede, hein? Sim, estou, ela disse, como é bom beber água quando se está com sede! Você disse que não fumava mais, ele soltou... Ela se indignou: Por que? Você está achando que eu fumei? Não! Ele afirmou. É que você me disse que gostava muito, e que parou... Quem gosta não para, dá um tempo... E ela se enfureceu: tá bom! Nem o prazer de tomar um simples copo d'água eu tenho mais, como se a sede só pudesse ser possível após fumar um baseado, como se a sede fosse algo sempre produzido e não da necessidade natural do corpo, como se fosse impossível eu escolher entre gostar de fumar e querer escolher, por n motivos, parar, como se eu não tivesse o direito de saborear um copo de água com o maior prazer sem ficar pensando no que os outros estão pensando... Quer saber? Cansei! E foi a gota d'água...