Vamos tomar uma qualquer hora? Sim! Não! Talvez! Nunca! Sempre! Amanhã! Demorou...
Nada de resposta... Tudo bem, já entendi, é: jamais!!!
Preciso parar de tentar exercer um controle sobre o incontrolável. Eu tento controlar o meu objeto de desejo (por assim dizer, numa linguagem Freudiana), que só existe na minha cabeça, ao tentar me comunicar, chamar a atenção. Explico melhor: Com esse 'objeto' (no sentido de objeto de amor, não de coisa) a que me refiro, o que acontece? Parte psicótica da personalidade? Transtorno de personalidade? Neurose? Estava tudo bem, maior tesão... De repente, uma quebra do vínculo, se é que existiu algum. Desconfio de que era falso. O vínculo, o self, tudo falso. Patologia do vazio, do falso self, ele sumiu porque não conseguia sustentar mais aquela imagem que me apresentou. E eu idealizei sobre a imagem que ele me mostrou (vejam quanta imaginação...) e apeguei-me ao falso! Ao que não existe! Vinculei-me a um fantasma, a um amigo imaginário... Ai de mim! Posso me realizar com pessoas reais, não é mesmo? E que gostem do que eu gosto. E que gostem de mim! Só está um pouco difícil encontrá-las... Eu admito que tenho uma imaginação fértil demais, fantasio demais, quase psicotizo... Mas a realidade sempre acaba se fazendo presente e eu me frustro! Ser capaz de frustar-se, pelo menos, é um indício de saúde mental... Enquanto isso, vou convivendo comigo mesma. Não é fácil enfrentar a solidão. Mas não é insuportável. Minha companhia é agradável, eu gosto muito de mim, me acho uma garota incrível. E quando tenho de me tolerar até que me saio muito bem! E o que é mais louvável, sem recorrer a 'paraísos artificiais'. Um vinhozinho ou um chopinho de vez em quando também não hão de matar ninguém, não é mesmo? Hoje fui ver o cover da Janis comigo mesma. Foi bacana! Mas depois me senti só... Queria compartilhar... Senti falta daquele amigo imaginário que eu criei... Na realidade, gostaria de encontrar um cara de verdade!



















