segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Hellboy e Câncer

















O filme Hellboy, engraçado... Há uma cena em que um monstrengo, carregando um bebê monstrengo, é ameaçado pelo Hellboy (o supererói) a contar um segredo: - Você vai me contar ou não? - e ameaça o monstrengo com seu potente soco. O mostrengo, com seu bebezinho monstrengo (diga-se de passagem...) cede e conta o segredo. Helboy se desculpa com o bebê, pela ameaça: - I'm sorry baby. E o bebê monstrengo responde: - I'm not a baby, I'm a tumour! - (Hihihih!) Ele diz que é um tumor e a cena mostra o "bebê tumor" colado ao tórax do monstrengo. Essa cena, além de bizarra e engraçada... fez-me pensar sobre as células tumorais. A cena mostra o tumor inteligente e a convivência "pacífica" entre o ser e o tumor. E me fez lembrar de uma passagem de um texto de Freud em que ele fala sobre células germinativas e a reserva de libido dessas células, responsáveis pela vida, em contrapartida às células malignas, que destróem o organismo mas que também são libidinizadas, ou seja, são narcísicas! Dessa pequena cena do filme, resumida na frase: - I'm not a baby, I'm a tumour - pude extrair o aspecto humorístico e ao mesmo tempo, refletir sobre a doença, a convivência de uma pessoa com o próprio tumor, a vida sendo possível, mesmo com a presença de um câncer... enfim... Vieram à minha mente imagens sobre a doença, a vida e a morte... E o melhor de tudo, eu ri muito!!!


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