quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Punk Rock

Show no Sesc. Banda Gork. Os caras se auto-denominam punks. Beleza. Até aí tudo bem. Primeira música, em inglês, ou talvez numa língua que eles tenham criado. Somzera... Som de metal, a guitarra... A batera não só marcava o ritmo, mas tinha seu espaço solo reservado, marcante. O cara do baixo era excelente... Não que o Abujamha (é assim que se escreve?) guitarrista e vocalista, não seja bom... Mas o do baixo parece que é bem melhor do que ele. Eu não entendo nada de música, eu sinto música. Eu amo rock. O conjunto dos três é muito bom, punk rock de primeira, no começo. Muita criatividade. Muito divertido. Influências de Ramones, Sex Pistols, The Libertines... (que eu descobri recentemente). Rockabilly influence... Chuck Berry... No jornal denominaram inclusive influência country. Fiquei me perguntando onde estava a bendita influência country e a resposta veio quando eles tocaram Chico Mineiro. Ficou um rock lindo!!! Mas não sei se eles podem ser denominados punks... Também não é essa minha intenção discutir isso, pois eu precisaria pesquisar melhor o que é punk. Eu gosto de rock. Eu tenho noção de punk que os acordes da guitarra são mais repetitivos, o som é mais sujo, não é tão melódico, as letras geralmente têm uma frase marcante, que também se repete diversas vezes, o vocalista é sentimental e por vezes grita. A batera é forte. Realmente é o que predomina em algumas canções da banda... Na verdade eles tocam mais uma mistureira de tendências do que uma coisa só. As frases que me marcaram também valem a pena: "se eu fosse ela eu daria pra mim ", "a única coisa real é o amor" e "Tomorrow Tecnic". Mas o que foi mais punk de tudo foi a briga de egos entre o baixista e o guitarrista no palco, que ficou um tanto quanto evidente para um observador mais atento... Em um dado momento, o baixista criticou verbalmente o que o guitar man afirmou e depois apontou notoriamente (por gestos) algumas falhas dele, que talvez acabaram funcionando como um reforçador do estrelismo do guitar... E eu fico pensando, talvez seja um marketing da banda... Enfim... tocaram bem, 'bunitinho', belos rapazes da classe alta da nossa sociedade que gostam de ficar brincando de ser punk, tendo a mídia do lado deles para divulgar os shows. Foi bem legal, bacana, bem ensaiadinho, empolgante, apesar de eles dizerem que não ensaiam, dos erros do Abujamha e dos chiliques do baixista.


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