quarta-feira, 29 de outubro de 2008

TELLING THE TRUTH

When the interpretation comes before the subject has been able to accept
You will have a denial

Which can appear by the silence
By the angry
By the simple refusal
Or many other mechanisms of defence

That´s the way psychologists can do

I'm sorry baby
I went down deep inside the analysis
I'm not the psychologist of you
Neither I'd like to

Maybe I feel like going to be
Admired by the power
Of telling truths

Which nobody wants to know
But me.


(Foto de Felix Richter - Série Cavalos)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Falta de Espaços de Expressão


Siceramente? Eu adorei! Eu vibrei ao ver a ação dos pixadores na atual Bienal de Artes de São Paulo. Não que eu queira fazer apologia ao vandalismo predatório, à conduta anti-social. Contudo, não pude conter meu entusiasmo. Talvez eu tenha uma veia imoral, que seja! Mas, por mais que queiram inovar nas artes, com o conceito de arte interativa, que vem se atualizando em cada bienal, ou de espaço vazio... Em nenhuma delas houve uma manifestação mais inovadora do que a pixação. Se tivessem incorporado a ação dos pixadores à organização do evento, tranformando o ato de pixar em uma surpresa programada, aposto que todos bateriam palmas... Mas foi um fiasco porque o sistema social reproduziu, como sempre, a repressão da manifestação espontânea da parcela da população excluída da produção e fruição das artes consideradas valorosas e convencionalmente (e por que não?) aceitas. Conseqüentemente, a pixação foi a maior arte de vanguarda, por representar a contracultura, o protesto contra o status quo. O rapaz que apareceu na TV disse: - "É arte, não é? Nós viemos fazer a nossa arte"... Querem mais interatividade do que isso? Será que aumentar a repressão é a única alternativa das intituições artísticas para lidar com as manifestações populares juvenis? O que a bienal representa no imaginário desses jovens? Onde está o improviso diante do imprevisto? Se a arte comtemporânea busca surpreender, o que é arte, então? Por que pixar não seria uma arte? Será que o fato ocorrido não poderia ser pensado para gerar outros tipos de mecanismos de interação artística participativa? Pois tal fato evidenciou que a própria bienal reproduz o mecanismo de controle social repressivo e não mais reflexivo, ou, educativo. Quero dizer, precisamente: Não tranforma, reproduz! E sendo assim: "Abaixo a Repressão!" As pixações ficaram lindas naquela imensidão branca. Os manos "caprixaram"... Produziram uma forma de inscrição no vazio, por quem nunca tem espaço... Foi demais! Felizmente eu tenho um espaço para expressar a minha opinião sincera...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O PRESENTE

Ela queria entregar-lhe o livro
Era um presente
Permanecera guardado naquela caixa escura
Onde ninguém tocaria.
Era dele, o livro,
Sempre fora.
Contudo, ele não queria.
Seus olhos, vidraças da alma,
Eram cortados pela loucura.
E cego que estava,
Não leria.
Numa noite ela sonhou com o momento da entrega
Do livro
Que já era dele
Sempre fora.
Aberto ele estaria?
Quando clareou o dia
E o medo dele dilui-se
Em substâncias voláteis
De uma noite não dormida
Finalmente ela entregou-lhe o livro
Que havia de ser dele
Sempre seria
Antes mesmo da entrega
À qual sucumbia.


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

MULHER ESPARTANA


Era de Esparta
Busto forte de guerreira
A espada era o seu espaldar
Os homens a temiam
Em apenas dois movimentos
Ao sacar a espada de suas costas
Poderia matar
Poderia ser fria e sem sentimentos
Poderia ainda amar?
Mutilada fora, em sua feminilidade
Para melhor a espada, carregar.


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O ENCONTRO (First Version)


Nada havia se passado
Até aquela troca de olhares
De sorrisos
De palavras
Até então nada havia acontecido
Apenas um desejo foi despertado
Curiosidade quanto ao desconhecido
Países, costumes, idades, vidas...
Tudo diferente
E um mesmo desejo recíproco
Um encontro
Naquela tarde foi o encaixe do desejo
No momento do possível
Foi mágico por haverem aproveitado a oportunidade
Única de se haverem conhecido
E se pudessem teriam se enamorado
Por todo o tempo que já se havia perdido.

domingo, 19 de outubro de 2008

UM ENCONTRO

Nada havia se passado
Que a tivesse seduzido
Até ela haver se encantado
Por tê-lo conhecido.
As alvas mãos dele falavam
Os olhos negros sorriam
Delicados gestos expressavam
O que os pensamentos escondiam
Houve dúvida de como seria
Ficar por ele à espera
Mas ela intuiu que deveria
Dar-se uma chance na primavera.
Unico encontro de uma tarde
Fez-se coberto de ternura
Ainda hoje o desejo arde
Sob o manto da loucura.
Estimou o que havia passado
Não haveria de se esquecer
Bastou-lhe ter ficado
A recordação de um bem-querer.
Levou algumas horas
Para compreender o ocorrido
Foi quando ela olhou para trás
E seu coração havia partido.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Noite Estrelada


A vida é como uma noite escura, que aos poucos vamos iluminando. Quando a gente percebe algo, por exemplo, é porque já foi... Já passou... No exato momento, quando está acontecendo, a gente não sabe! Só depois saímos da escuridão e vamos iluminando os fatos acontecidos. É lindo isso. E ao mesmo tempo trágico. Porque na hora presente desconhecemos o que estamos vivendo. É por isso que deveríamos estar sempre inteiros em tudo o que fazemos. Para não perdermos nada, nenhum detalhe desse rompante de momentos escuros que é a vida. Deveríamos poder ser rápidos no ato de tomar decisões, pois estamos em posição de escolher o tempo todo! Para não nos arrependermos em deixar passar situações sem que ajamos de acordo com o que sentimos e acreditamos. Para que cada minuto vivido seja coerente com tudo aquilo que somos, e, caso não guarde coerência, que procuremos entender por que. Para que cada ato nosso faça sentido. Ao menos pra nós mesmos. Para que a turbulência de todas as dúvidas e incertezas sirvam para nos fazer refletir sobre o fim maior de nossa existência. E que esse fim maior tenha sempre a direção do bem. Que nossa existência seja voltada para o bem e para o belo. Que nossa vida siga, não apenas uma ética da existência, a busca das virtudes e do sumo bem, mas que ela volte-se para uma estética do existir, para o cultivo da beleza que pode haver em cada existência. E essa beleza consiste em saber iluminar a escuridão que é a vida.