
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
ILUSÃO

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
SAUDADE
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
POEMA DA NOITE SEM LUA
Foto Felix Richter - Série Hades
Se às vezes eu sinto que quero você
É porque o vento soprou forte
No calor da noite sem Lua
E balançou meus cabelos
E mexeu com meus afetos
Que ficaram livres
Sem direção.
Não te aflijas com a pétala que voa
Também é ser deixar de ser assim
Rosas verás só de cinza florida
Mortas intactas pelo teu jardim
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
Ao longe o vento vai falando em mim
E por perder-me é que me vão lambrando
Por desfolhar-me é que não tenho fim.
(Cecília Meireles)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
FAIRYTALE
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
LIGHT WEIGHT (WAIT: HE WILL GROW UP)

Dezessete Palavras
Tímido
Dúbio
Alto
Leve
Livre
Lascivo
Supremo
Infindo
domingo, 2 de novembro de 2008
FINADO SANTO
(Foto de Felix Richter - Série Heaven)Hoje é dia de Finados.
De todos os Santos.
E meu Santo avô
Foi Santo
Em nome.
Porque nasceu no dia
De todos os Santos.
E Santo foi
Por outros motivos.
Ao menos para mim,
Que ficava ao seu lado
Ouvindo suas histórias
De viajante
Enquanto ele picava fumo de corda
Com seu canivete
Para enrolar na palha.
Era uma espécie de curandeiro.
Criara um preparado a base de ervas
Contra bronquite.
Vinha gente da capital
Para comprar
Aquele litro de xarope
Adoçado com açúcar mascavo.
Bons tempos aqueles...
Meu nono Santo,
Santin, como era conhecido,
Ainda era vivo.
Ontem ele nasceu.
Foi o dia de seu aniversário.
Hoje ele morreu,
Pois é dia dos mortos.
A chuva de hoje
Traz a esperança da renovação
Das suas lembranças,
Que molham a terra fértil
Da saudade.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
TELLING THE TRUTH
You will have a denial
Which can appear by the silence
By the angry
By the simple refusal
Or many other mechanisms of defenceThat´s the way psychologists can do
I'm sorry baby
I went down deep inside the analysis
I'm not the psychologist of you
Neither I'd like to
Maybe I feel like going to be
Admired by the power
Of telling truths
Which nobody wants to know
But me.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
A Falta de Espaços de Expressão

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O PRESENTE

quinta-feira, 23 de outubro de 2008
MULHER ESPARTANA
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
O ENCONTRO (First Version)
Até aquela troca de olhares
De sorrisos
De palavras
Até então nada havia acontecido
Apenas um desejo foi despertado
Curiosidade quanto ao desconhecido
Países, costumes, idades, vidas...
Tudo diferente
E um mesmo desejo recíproco
Um encontro
Naquela tarde foi o encaixe do desejo
No momento do possível
Foi mágico por haverem aproveitado a oportunidade
Única de se haverem conhecido
E se pudessem teriam se enamorado
Por todo o tempo que já se havia perdido.
domingo, 19 de outubro de 2008
UM ENCONTRO
Levou algumas horas
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Noite Estrelada

domingo, 28 de setembro de 2008
Um Cara de Verdade
Vamos tomar uma qualquer hora? quarta-feira, 24 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Peace and Love

Faça amor, não faça guerra. Esse é o lema do filme "Zohan: um agente bom de corte". Pode-se dizer que o filme é uma metáfora jocosa e satírica dessa frase. A eterna luta entre Palestinos e Israelenses é retratada no filme, e, como sempre, os Estados Unidos, ou melhor, Nova York, é mostrada como um território neutro, onde todos os povos podem conviver pacificamente. E é interessante pensar como o idealizador do filme construiu a história. Parece-me que a idéia foi imaginar o que um soldado ou um terrorista faria da vida se não houvesse a guerra, a discórdia? Mostram o Zorran, um soldado israelense, como um cara esbanjando energia sexual e agressiva - tanto que o ator Adam Sandler está bombado como nunca... - atuando de modo a combater seus inimigos, em especial seu arquirrival, Fanton. E aí vem a parte fantasiosa, ele se cansa disso e que ser cabeleireiro. Ele quer curtir a vida e fazer algo construtivo, útil. E aí ele vai pra "terra prometida": EUA, e lá consegue canalizar toda a sua energia sexual, fazendo o que? Nada mais "filantrópico" do que satisfazer sexualmente as velhinhas que vão ao salão de beleza onde ele passa a ser cabeleireiro. Pois está aí a resposta criativa do autor desse roteiro, imaginar que a sexualidade pode ser uma saída construtiva contra a guerra. No final, é claro que não só o sexo, mas essencialmente o amor pode salvar o homem da guerra, com a união do casal, ele israelense e ela palestina - como sempre, a repetição da união dos inimigos através da relação amorosa. Mas não é só isso, aparece também a questão de Zohan ter de dar a outra face, não reagir às agressões do outro, para a luta não continuar (lembram-se de Gandhi? Jesus Cristo...). E enfim, Fanton e Zohan se unem para combater uma terceira categoria, qual seja, a do terrorista a serviço do capitalismo desenfreado. Realmente, o filme é apelativo na conotação sexual, o que acaba marcando-o definitivamente e o torna engraçado, bizarro, absurdo e debochado... Mas fica aí uma maneira diferente de abordar questões tão dificeis, sofridas e dolorosas como guerra, terrorismo e sexualidade. É preciso rir das desgraças, mesmo que seja constatando a nossa fixação na supervalorização da imagem corporal jovem e a nossa submissão a uma forma de sexualidade maníaca e perversa. Se não for possível fazer amor, como pregavam Lennon e Yoko, façamos sexo, mas não guerra! segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Hellboy e Câncer

LUA CHEIA

sexta-feira, 12 de setembro de 2008
AOS DEZESSEIS
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Narcisismo
Outro dia eu descobri que a gente não se permite conhecer as pessoas por medo de se envolver. Hoje em dia não se pode esperar nada de ninguém. As pessoas se usam, se consomem, são descartáveis. E a gente se fecha cada vez mais, cada um no seu próprio mundinho. E nesse círculo vicioso do medo do encontro com o outro e do fechar-se em si mesmo, a maioria das pessoas só tenta gostar, se é que isso significar gostar... de si mesma. Querem o outro, precisam do outro, para se auto-afirmarem, mas não se preocupam com o outro. E quando o orgulho é ferido? A pessoa acha-se no direito de procurar o outro, no próprio local de trabalho, agindo de uma forma narcísica: olha como eu sou bom! Eu sou o máximo! Olha só o que você perdeu! Você vai se arrepender de ter feito o que fez comigo. Eu sou o super-man da honestidade e integridade... E no bilhete ele dizia: Você sumiu por causa de R$ 2,00? Estão aqui seus dois reais... Eu, por minha vez, achei tal atitude de uma dignidade e de um virtuosismo tão indescritível que estou pensando seriamente em enquadrar o bilhete que ele escreveu e a nota de 2 pra pendurar na parede... Para ficar de recordação do cara incrível que ele é... Um puta narcisista, isso é o que ele é... Só se preocupa consigo mesmo... E me desculpem se não me faço entender, mas talvez agora me faça, eu não tenho de dar satisfação pra ninguém de como eu ajo!!! Muito menos pra alguém que eu nem conheço!!! Principalmente se a pessoa nem me pergunta... E se eu sumi sem dizer nada, depois de ter-lhe emprestado os benditos dois reais, e daí? Cinderela também sumiu e o príncipe nunca iria recriminá-la por isso... E lhufas e bulhufas se ele não gostou! Se os amigos tiraram sarro... Azar! O beijo foi bom... E a estória poderia ter sido ótima se tivesse parado por aí...segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Angústia
Só almejamos a liberdade a partir do momento em que nos sentimos presos. Mas a que nos sentimos presos? O homem é condenado a ser livre, diz Sartre. Livre para fazer escolhas. Olha que bonito isso! A liberdade como castigo, prisão. Então desejamos o que nos prende? Não! Pois não escolhemos a liberdade, já que ela é própria da nossa natureza humana. Não temos escolha quanto a isso. E nesse sentido, ser livre é uma prisão, pois nos obriga a escolher, assim como o animal está preso aos seus instintos. Mas escolhemos o que nos é dado escolher? Ou vivemos pensando não termos escolha? E quando escolhemos, sabemos que estamos escolhendo? E quando sabemos que estamos escolhendo, a escolha é realmente nossa? Quando afirmamos o desejo da liberdade, talvez estejamos querendo, na verdade, nos livrar da angústia da escolha. Afinal, ser livre significa livrar-se de quê? Fala agora!
domingo, 7 de setembro de 2008
PEDRERA (Drumond na Cabeça)
Pedras Pedreira Choveu pedra em Pederneiras
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca mais me esquecerei das
Choveu pedra em Pederneiras
sábado, 6 de setembro de 2008
Bauruzinho

quinta-feira, 4 de setembro de 2008
SUPERFÍCIE
A superfície das coisasquarta-feira, 3 de setembro de 2008
Punk Rock
Show no Sesc. Banda Gork. Os caras se auto-denominam punks. Beleza. Até aí tudo bem. Primeira música, em inglês, ou talvez numa língua que eles tenham criado. Somzera... Som de metal, a guitarra... A batera não só marcava o ritmo, mas tinha seu espaço solo reservado, marcante. O cara do baixo era excelente... Não que o Abujamha (é assim que se escreve?) guitarrista e vocalista, não seja bom... Mas o do baixo parece que é bem melhor do que ele. Eu não entendo nada de música, eu sinto música. Eu amo rock. O conjunto dos três é muito bom, punk rock de primeira, no começo. Muita criatividade. Muito divertido. Influências de Ramones, Sex Pistols, The Libertines... (que eu descobri recentemente). Rockabilly influence... Chuck Berry... No jornal denominaram inclusive influência country. Fiquei me perguntando onde estava a bendita influência country e a resposta veio quando eles tocaram Chico Mineiro. Ficou um rock lindo!!! Mas não sei se eles podem ser denominados punks... Também não é essa minha intenção discutir isso, pois eu precisaria pesquisar melhor o que é punk. Eu gosto de rock. Eu tenho noção de punk que os acordes da guitarra são mais repetitivos, o som é mais sujo, não é tão melódico, as letras geralmente têm uma frase marcante, que também se repete diversas vezes, o vocalista é sentimental e por vezes grita. A batera é forte. Realmente é o que predomina em algumas canções da banda... Na verdade eles tocam mais uma mistureira de tendências do que uma coisa só. As frases que me marcaram também valem a pena: "se eu fosse ela eu daria pra mim ", "a única coisa real é o amor" e "Tomorrow Tecnic". Mas o que foi mais punk de tudo foi a briga de egos entre o baixista e o guitarrista no palco, que ficou um tanto quanto evidente para um observador mais atento... Em um dado momento, o baixista criticou verbalmente o que o guitar man afirmou e depois apontou notoriamente (por gestos) algumas falhas dele, que talvez acabaram funcionando como um reforçador do estrelismo do guitar... E eu fico pensando, talvez seja um marketing da banda... Enfim... tocaram bem, 'bunitinho', belos rapazes da classe alta da nossa sociedade que gostam de ficar brincando de ser punk, tendo a mídia do lado deles para divulgar os shows. Foi bem legal, bacana, bem ensaiadinho, empolgante, apesar de eles dizerem que não ensaiam, dos erros do Abujamha e dos chiliques do baixista.terça-feira, 2 de setembro de 2008
Copo d'água
sábado, 30 de agosto de 2008
A Peste

quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Nada a dizer

Quando eu demonstrei muitas vezes o que queria, foi para afastá-lo de mim, foi para obter o distanciamento dele. Sabia que não conseguiria obter qualquer resposta, mas precisava falar, para não tê-lo. Para sentir a indiferença e descartá-lo dos meus pensamentos. Mesmo que parecesse uma tentativa de resgatá-lo, por meio de palavras vazias... Pois já sabia que não viria. Quando eu parei de dizer, quando me calei, esperava que ele tornasse a aparecer, assim, de repente, quando eu não estivesse esperando... E não estava, já havia me acostumando, de fato, com a ausência. E me cercara de uma certa vergonha, misturada com orgulho, em ter insistido em obter a atenção dele. E ele não aparecera mais, apenas fiquei sabendo depois, que se casara, que se tornara pai. E foi aí que eu pensei... Se eu tivesse me calado... Se desde o início eu tivesse aceitado a frustração de não ter sido correspondida, se eu não tivesse sido tão sincera, tão honesta, se eu tivesse esperado, passiva, sem nada dizer e tudo calar, talvez... Talvez eu não o tivesse afastado... Talvez, ele não tivesse sumido... Talvez eu o tivesse esperado... sem nada dizer...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Vida
A vida quer sempre mais vida.É tão forte a força da vida que as tentativas de destruição da natureza ficam como se fossem nada perto da força vital. De tudo o que tem vida, ser humano, micróbio, vegetal, ameba, células malignas... tudo o que é orgânico, e até o inorgânico, se é que pode-se chamar de inorgânico o que existe na natureza, pois tudo o que tem substância, tem corpo, tem alguma espécie de vida, mesmo que seja um ser anaeróbio, e venha da multiplicação do lixo, ou a pedra que parece só uma coisa, mas tem sua história de sedimentações e desgastes e forças que a impulsionam ou a detém. E o ar que não vemos, mas respiramos, significa a vida em sua mais pura essência, é do que depende a nossa sobrevivência, é donde vem o primeiro sopro de vida do bebê ao nascer e chorar. Força, berro, pulmões estridentes, dor... vida. Sentimentos... vida. Natureza... vida. Cuidado... proteger a vida. Caminhar... até o fim da vida.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Ser e Tempo
Acredito que tive um contato legítimo com o que há de mais íntimo do seu ser. Mas por pouco tempo... Talvez por minutos, apenas... É pouco, muito pouco... Muito pouco tempo! E tempo, bem... Tempo é tudo o que temos, ele diz. E eu fico pensando, fico triste até... O que as pessoas têm feito com o tempo que elas têm? O que a gente faz com o nosso tempo? O que é o tempo? O que fica do tempo? Quanto tempo tenho eu? O que serei durante o tempo em que existirei? O que não serei? sábado, 5 de julho de 2008
Ontem
















